terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Notas: Luís Buñuel comenta o surrealismo em "Um Cão Andaluz"


Alguns trechos de Conversaciones con Buñuel, de Max Aub (Madri, editora Aguilar, 1985).
 
Página 66:
 
MAX AUB: Decías hace unos días que la mecánica del cine iba muy bien con el surrealismo. Tengo la impresión contraria, y Breton no debía de estar lejos de compartirla, ya que en ninguno de sus escritos teóricos se refiere al cine como medio de expresión del surrealismo. Lo que sucede es que lo inventaste tú. Y creo que Breton tendría razón, porque si el surrealismo significa azar, escritura automática, irrealismo, intervención de lo desconocido, veo difícilmente que el cine, que es una cosa de mucho pensar, de mucho medir, de mucho prever—y sobre todo el tuyo, de una exactitud matemática—, pueda entrar a considerarse como un medio de expresión surrealista.
 
LUÍS BUÑUEL: Pues precisamente por todas estas razones que das es por lo que Un perro andaluz y La edad de oro son películas surrealistas. Yo veía cosas, imágenes que yo creía que se podían unir aunque no tuvieran aparentemente ninguna relación. Por ejemplo, un transatlántico deja a um mercader de tapices en la orilla y este empieza a andar, cargado, por un desierto. No son sueños. Por ejemplo, en Subida al cielo, lo que pasa en el camión no es un sueño, es lo que se ve, sentado, con el vaivén y el traqueteo del vehículo, las imágenes nacen de las imágenes, se encadenan.
 
Nas páginas 60 e 61, outra fala do diretor aragonês desenvolve mais essa ideia, usando seu filme Um cão andaluz como caso concreto:
 
Buscábamos [Ele e Salvador Dalí] un equilibrio inestable e invisible entre lo racional y lo irracional que nos diera, a través de este último, una capacidad de entender lo ininteligible, de unir el sueño y la realidad, lo consciente y lo inconsciente, huyendo de todo simbolismo. […] No se trataba de unir una imagen con la otra a base de la razón o de la sinrazón, sino exclusivamente de que nos diera una continuidad que satisficiera nuestro inconsciente, sin herir lo consciente, pero que, a su vez, no tuviera una relación directa con lo racional. Es decir, lo que estuviera más cerca, teóricamente, de lo que Breton había definido como la manera exacta de ser del surrealismo. Lo de la falta de ilación lógica en Un perro andaluz es puro cuento. Si fuese así, debía haber cortado la película en puros flashs, echar en varios sombreros los distintos gags y pegar las secuencias al azar. No hubo tal. Y no porque no pudiera hacerlo: no hubo razón que lo impidiera. No, sencillamente es una película surrealista en que las imágenes, las secuencias, se siguen según un orden lógico, pero cuya expresión depende del inconsciente, que, naturalmente, tiene su orden. Fíjate bien: inconsciente, razón, lógica, orden. Cuando el moribundo cae en un jardín, acaricia la espalda desnuda de una estatua (de una mujer). Es decir, que es normal consecuencia de la caída, lo absurdo seria que esta secuencia antecediera a la otra. Empleamos nuestros sueños—no es nuevo—para expresar algo. Pero no para presentar un galimatías.
 
Tudo isso me fez lembrar de uma frase do texto "Notas sobre a feitura de Un Chien Andalou", escrito pelo próprio Buñuel em 1947, que parece seguir nesta mesma linha (disponível na edição brasileira do livro Luís Buñuel, de Ado Kyrou, editado pela Civilização Brasileira e lançado em 1966):
 
O título do filme não é arbitrário, nem resultou de uma piada. Possui estreita relação subconsciente com o tema. Foi escolhido dentre centenas de outros por ser o mais adequado.
 
Acho que esses trechos indicam o caminho para uma leitura bastante sensata e muito rica desse curta-metragem tão famoso. Uma boa deixa para quem tem interesse em pensar sobre a especificidade do surrealismo no cinema.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Gaiatices com a gaita

Foto de Luciano Freire















Andei me passando por gaitista nesses últimos meses. Como esse blog só serve para isso mesmo, achei por bem deixar esses bicos registrados por aqui.

- 26 de Julho:
Toquei com a Elvis Band Brasil no XI Brasília Moto Capital. Não tenho nenhuma foto desse show, mas esbarrei em dois vídeos na internet que mostram alguma coisa da minha participação. Não digo nada sobre mim mesmo, mas todos os outros na banda de apoio são ótimos músicos, por sinal.
https://www.youtube.com/watch?v=K-_4vFX_EkQ
https://www.youtube.com/watch?v=ml9LdMmsMKw

- 11 de Outubro:
Toquei mais uma vez com a Elvis Band Brasil, desta vez no Recife Moto Week. Deste show não tenho nem fotos nem vídeos.

- 8 de Novembro:
A Paranoá Blues Band participou da terceira edição do festival Gaitistas do Cerrado, que durou dois dias. Abrimos a segunda noite do evento para uma casa cheia.
Foto de Luciano Freire















... E ela ainda estava cheia quando terminamos, caso você esteja se perguntando.

Apesar de eu não ter registrado isso na época, também participamos da primeira edição do festival, lá nos idos tempos de 2009... Fica um cartaz dessa época também, até para lembrarmos da hoje finada Bends Harmônicas.





















Desde então, voltei a ficar por conta dos roteiros... Mas isso já é outra história.

domingo, 2 de novembro de 2014

Festival Gaitistas do Cerrado 2014






















Terceira edição do Festival que reúne gaitistas de Brasília!
Serão dois dias e sete shows, cada um levando a gaita por caminhos muito diferentes. Se você estiver na Capital, é uma boa oportunidade de ouvir boa música e conhecer várias possibilidades que o instrumento tem a oferecer.

Neste ano, os Gaitistas do Cerrado são Caetano Rojas, Ricardo Ferraz, Cristiano Brito, Rafael Alabarce, Cisso Cerqueira, Engels Espíritos e este que vos fala. Mais informações no cartaz.






















Nesse meio tempo, você ainda pode conferir vídeos com cada um dos gaitistas na internet, se quiser. Por exemplo:

Caetano Rojas: https://www.youtube.com/watch?v=3tnOC9SBlys&list=UUY1MYYAEsnwtiNbOw-AokUw
Engels Espíritos: https://www.youtube.com/watch?v=djr2cQndqm8
Rafael Alabarce: https://www.youtube.com/watch?v=7xFSEWjox98
Ricardo Ferraz: https://www.youtube.com/watch?v=5zcwHYiY1wY
Cisso Cerqueira: https://www.youtube.com/watch?v=arErVYtYZRc
Cristiano Brito: https://www.youtube.com/watch?v=WmQHj-Wc8lA
Minha banda: https://www.youtube.com/watch?v=_ZQvzCbBqBg

sábado, 13 de setembro de 2014

Leitura: "Castro", de Reinhard Kleist

Escrevi comentários para mais um livro de Reinhard Kleist, escritor e desenhista de quadrinhos alemão. Se quiser conferir, é só visitar o Papiro Digital pelo seguinte link: http://papirodigital.com/quadrinhos/resenha-castro/.

Boas leituras!

quarta-feira, 25 de junho de 2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Leitura: "O Quinto Beatle", de Arne Bellstorf

Entre uma insanidade e outra, arrumei um jeito de escrever algumas notas sobre mais uma história em quadrinhos. Desta vez, o autor é o alemão Arne Bellstorf. Se quiser conferir e, quem sabe, fazer comentários, eis o link: http://papirodigital.com/quadrinhos/resenha-o-quinto-beatle/.

Boas leituras!